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Associação Zero diz que sinais de alerta do oceano são alarmantes

A associação ambientalista Zero considerou hoje, véspera do Dia Mundial do Oceano, que os sinais de alerta do oceano são alarmantes e que urge a sua proteção.

Em comunicado, a Zero enumera alguns desses sinais, como “as temperaturas da água do mar que sobem a um ritmo mais acelerado do que as da atmosfera, e as emissões de gases com efeito de estufa não cessam”.

“Os benefícios que retiramos de um planeta com um vasto oceano estão diluídos num sistema económico que alimenta práticas destrutivas, conduzindo à degradação dos ecossistemas e perda contínua de biodiversidade”, acrescenta a associação.

A Zero recorda ainda que “mais de metade dos recifes de coral já desapareceu, corais esses que desempenham importantes serviços de ecossistema e que são habitat de mais de 25% de todas as espécies marinhas existentes”.

Segundo a associação, a pesca de arrasto é responsável pela captura acidental de mais de 75% das espécies de peixes. Em Portugal a frota de arrasto representa 14% do valor total das capturas, mas consome 32% dos subsídios públicos à pesca.

“Trata-se de um paradoxo inconcebível: práticas destrutivas continuam a ser financiadas, apesar de serem declaradamente insustentáveis e configurarem uma concorrência desleal com a pesca de pequena escala, que tem valor social, cultural e é ambientalmente sustentável”, afirma.

A associação alerta ainda que “apesar de todas as evidências, apenas 2,7% do oceano global está efetivamente protegido, e muitos desses espaços não asseguram uma proteção real, carecendo de regulamentação eficaz, planos de gestão, fiscalização e orçamento adequados. A cobertura de áreas protegidas não pode ser o único critério para medir o sucesso”, defende.

O problema, segundo a Zero, reside numa “governança fragmentada, com competências pouco claras e falta de articulação eficaz entre entidades, associada a um quadro legal disperso e desalinhado que dificulta a implementação de ações integradas”.

A Zero informa ainda que vai marcar presença na terceira Conferência do Oceano da ONU (UNOC3) que se inicia na segunda-feira em Nice, França, “exigindo compromissos ambiciosos, vinculativos e transformadores para resgatar o oceano das múltiplas crises que enfrenta”.

LUSA

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