Cerca de 7% das empresas portuguesas já têm definidos objetivos concretos de descarbonização e 32% dizem estar em fase de avaliação, de acordo com o Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2025 da Arval Mobility Observatory.
O estudo refere também que oito em cada dez empresas definem políticas de mobilidade sustentável e 79% já implementaram ou planeiam implementar nos próximos três anos, pelo menos uma política de mobilidade alternativa.
As políticas mais adotadas incluem o reembolso de despesas com transportes públicos, implementado por 24% das empresas, a atribuição de um orçamento de mobilidade, também adotado por 24%, o reembolso de despesas com viatura própria, aplicado por 20%, e o aluguer de curta ou média duração, utilizado por 15% das organizações.
Com base no documento, 34% das empresas apontam o ‘renting’ como modelo preferido para a próxima renovação de frota, reforçando uma tendência de crescimento face a anos anteriores.
Além disso, 45% das empresas já utilizam viaturas usadas, uma prática acima da média europeia.
No que diz respeito à mobilidade elétrica, 86% das empresas têm estratégias definidas para o carregamento de viaturas elétricas, com 47% a apostar na instalação de postos nas suas próprias instalações.
Portugal destaca-se, ainda, na intenção de instalar carregadores elétricos em casa dos colaboradores, com 51% das empresas a considerar ou já prestar apoio nesse sentido.
“Estamos perante uma transformação real no automóvel e na mobilidade nas empresas, as empresas portuguesas estão a integrar alternativas mais sustentáveis como parte essencial da sua política de mobilidade, complementando dessa forma o domínio do uso do automóvel que vive uma revolução rumo à eletrificação, com maior complexidade de gestão para as empresas”, afirmou o responsável da Arval Mobility Observatory, Gonçalo Cruz, em comunicado.
LUSA


